quinta-feira, 21 de maio de 2015

"Uma como eu"


Educar na aceitação de si próprio e dos outros é o bem mais importante que pode transmitir aos seus filhos. É nisso que eu acredito.


E é a pensar exactamente nessa questão, e nas crianças que crescem com alguma limitação física, que a empresa Britânica Makies criou uma colecção de bonecas portadoras de deficiências.


A marca pretende mostrar aos mais novos o que é viver, com normalidade, com a diferença.

Cada pessoa pode escolher cada detalhe de como quer a sua boneca, e cada uma é única!



Aparelhos auditivos, lábio leporino, muletas ou marcas na pele, são algumas das anomalias escolhidas para representar as "Toy Like Me"


Não são a barbies, não nos levam ao imaginário da perfeição a que aquela boneca nos acostumou, mas aproxima-se do mundo real de muitos, com os seus problemas e obstáculos e, a meu ver, são maravilhosas e ainda bem que existem. Ainda bem que finalmente alguém se lembrou de fazer um boneco tão importante para tantas crianças.



É uma imposição dramática e maldosa a de que todas as crianças tenham de viver com uma imagem de perfeição impingida pela sociedade, quando muitas vezes elas estão fora dos padrões que a industria decidiu estabelecer.

É fundamental que cresçam a perceber que a diferença acontece e que não tem de ser dramática, perceber que não ser igual à barbie não é sinónimo de se ser menos, é apenas ser-se o próprio.

Todos têm de ter direito a ter "uma como eu" para brincar!

2 comentários:

Rui Alexandre Marreiros disse...

Pois eu gostaria de lhe dizer que discordo, não total, mas parcialmente. Isto porque, apesar de não achar que se deva proibir a venda destas bonecas eu pessoalmente nunca iria oferecer uma a nenhuma das minhas filhas. E a razão pela qual nunca o faria é simplesmente porque acho que não devemos tornar demasiado reais os sonhos das crianças.
Uma criança já cresce com a constante presença de pessoas com dificuldades, sejam elas motores, de resspiração, deficiências, etc. O mundo já se vai encarregar de injectar todas as doses de realidade na vida dos nossos pequenos, e assim sendo, cabe-nos a nós (os crescidos) certificarmo-nos de que pelo menos nas fantasias e brincadeiras possam continuar a ser as princesas lindíssimas e perfeitas que já são aos nossos olhos (dos pais, neste caso).
É um erro tentarmos moldar demasiado a imaginação das crianças. De qualquer forma, excelente post, sem dúvida!

A Agitadora disse...

Caro Rui,

Obrigada pelo seu comentário.

Concordo consigo no facto de todas as crianças terem direito a um mundo de fantasia onde tudo é perfeito.
Não defendo que estas bonecas devam ser exclusivas nem impingidas, apenas celebro que hoje haja opção para aqueles que a querem!
Igualmente, também acredito que a fantasia não passa a ser menor ou mais amarga por termos bonecas giras e cheias de cor, mas que têm um defeito físico.
Defendo que conviver com a diferença é inevitável pois existe, mas o importante é SABER conviver com ela :)