domingo, 17 de maio de 2015

Persistir em ver o fim


Uma das coisas que mais admiro nas pessoas e respeito é a persistência, a insistência no || Concluir ||

E admiro igualmente a persistência do burro como a do ser inteligente, sim, porque o fruto pode diferir, mas o mérito é o mesmo.

O Burro não se conforma e desafia todas as suas limitações para se superar, se não correr bem arremete novamente contra a incerteza 'do conseguir' e não desiste. Com esta atitude heroica mostra que não é a cabeça que o vai parar, é a vontade que o fará continuar, e ele não encosta, não cai, abraça a bengala do querer e segue até onde a vontade permitir e der.

O inteligente, aquele que sabe que o é, presenteia-nos com o resultado da máquina que trabalha para dar à luz resultados frutíferos e que contribuem dando a conhecer ao mundo mais do que aquilo que este já sabe, é o resultado do seu intelecto privilegiado.  Também para estes a persistência é tudo, pois abandonar-se à sapiência interior é o caminho mais simples, mas o mais difícil para o mundo, que se vê privado do que eles nos podem dar, e é por isso que persistir nos resultados, saber-se capaz, é uma benção.

E é com enorme admiração que vejo hoje a determinação desta senhora que apesar dos seus 102 anos e de um passado de rejeição e de travões à sua capacidade, conseguiu finalmente dar os últimos passos que a separavam de apresentar a sua tese de doutoramento.

Ingeborg Syllm-Rapoport

Pediatra de formação, a esta alemã filha de uma judia foi proibido apresentar a sua tese nos anos prévios à II Guerra Mundial, nela abordava a importante temática da "Parálise causada pela difteria". As suas conclusões foram ignoradas até agora.

Os anos só a permitiram dizer algumas palavras, as outras ficaram silenciadas no tempo, mas disse-as e hoje, com 102 anos, temos mais uma doutora na área da medicina. Os meus parabéns!




Também estou no Face. Passem por lá e Likem-me!

https://www.facebook.com/pages/A-agitadora/1436088126694819?fref=ts

Sem comentários: