terça-feira, 26 de maio de 2015

Made in Lab to save others

Alegra-me saber que os avanços tecnológicos permitem que as piores doenças vão tendo cada vez mais e mais pronta cura. Fico contente por terem sido descobertos meios para pôr fim ao sofrimento do doente e das suas famílias. É um alívio para todos saber-nos numa época em que existem alternativas ao ágrio fim, sobretudo quando este é demasiado prematuro; quando este chega às crianças.

Perante alternativas como esta fico impactada com o rápido progresso da ciência, com a enorme e incansável vontade e dedicação dos pais, mesmo quando lhes é dado um não como resposta, e fico também pensativa. Penso como se sentirá um a criança que nasce para salvar outra.


O que é que poderia passar pela minha cabeça se cresço a saber que fui escolhida dentro de um tubo, não porque o plano dos meus pais passasse por mim e pelo enorme desejo de ter outra filha, mas sim pela necessidade de ter um ser para curar outro, o que eles já sabem que amam e querem ter consigo.

A decisão dos pais não é fácil, também eles pensarão em como explicar a um filho que ele é importante, que ele fez a diferença, que ele salvou uma vida, que ele foi o escolhido para trazer felicidade a toda uma família. Acredito que ensaiarão mil e uma maneiras de expor a situação com toda a sua grandeza, e ainda bem!

Eu não sei se gostaria de ser esse filho...penso que não, mas sei que gostaria de o poder ter se a vida de um irmão dependesse disso. Sei que também este casal citado na notícia em cima, quer afiançar a vida da sua família, mas natural me parece que um tema tão delicado ainda seja tratado com todo o cuidado e receios- A final não é de ânimo leve, nem deve ser,  que se dá via ver para que um ser possa nascer para ser a bengala de outro.

Made in Lab to save others,

Sem comentários: