quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Os tostões da pobreza


Ouvido hoje na SIC (o conceito era este...)

Na Grécia as reformas consideradas abaixo do limite da pobreza situam-se nos valores inferiores a 600€/mês. É neste patamar que mal conseguem comer, viver.

Se os gregos fossem portugueses e recebessem como tantos idosos em Portugal recebem 300€, teriam de repensar o que é o limiar da pobreza.

Na verdade não... quem tem de repensar somos nós!!

Que bom que por lá se dignifique o ser humano não o fazendo penar e contar os tustos. Se a eles já lhes custa com estes montantes, quanto custará aos portugueses esticar o insticável. Que merito temos, mas que pena que o tenhamos de ter.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

À borliu é o que está a dar


Que amoroso, amei, não o conhecia e fiquei encantada. Que sacana.


Patrick Drahi diz que não gosta de pagar salários e que "paga o menos possível"

Que charme de homem, um justiceiro. Quer escravos na PT a encher as contas da empresa e a mendigar na sopa dos pobres! hahahaha

Tudo bem, diz que acha os ordenados dos gestores demasiado elevados, mas quem faz uma declaração destas mascarando-a nos elevados salários dos seus colegas, não engana ninguém.

Não gosta de pagar?? Não pague, faça ele o trabalho por turnos, atenda os clientes chatos, dê a cara, trate da gestão minuciosa de contratos de risco, faça de piquete PT, de instalador, limpe a barraca dia e noite, reponha os rolos de papel higiénico, trate da gestão de pessoal, do recrutamento, da parte legal e de ir pentear macacos, à borla, claro!

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

LIBERDADEEEE


HAHAHAHAHAHA

FELIZ LIBERDADE. FELIZ OUTONO!



Pusemo-nos a jeito


Não falei aqui da crise dos refugiados, mas muito temos falado sobre ela.


Hoje a Hungria deu poderes às suas forças de segurança pública para atirarem aos refugiados em caso de necessidade. De necessidade...
Foram criadas muros, arame farpado que ameaça quem tenta atravessar fronteiras em busca da terra estável, do futuro.
Disse o PM Húngaro que esta "invasão" de refugiados punham em perigo a estabilidade de cada um dos países da Europa, e a estabilidade da própria União, pois traziam ideias muitos diferentes das nossas e poderiam impô-las.


Curioso, onde é que eu já ouvi isto? 

Ah sim, os EUA e a Europa, que em nome daquilo que eles acreditam ser certo, em nome da sua imposta democracia pelo mundo fora, invadiram países militarmente, inventaram desculpas de segurança mundial para o fazerem, derrubaram governos ditatoriais, armaram guerrilhas revolucionárias, mataram civis, destruíram governos, desmantelaram países, pilharam as suas riquezas, desestruturaram toda possibilidade de futuro para os seus povos, sumiram os países em intermináveis guerra civis, não conseguiram nada e agora as pessoas fogem, têm medo, não querem morrer e fogem - não para o Estados Unidos, que o barquinho não se aguenta até lá, fogem para o continente mais próximo, o Europeu, e nós, que lá entramos, não os queremos.

Temo esta avalanche, acho que se não houver um travão este é o fim anunciado da União Europeia e pior, da Europa. Vejo nisto um esquema de subversão meditada, estrategicamente pensada, os muçulmanos ganham terreno, a nossa cultura submerge, os americanos observam enquanto a nossa economia se afunda. Nada é por acaso.


Mas se assim for, recuemos no tempo. Quem somos nós para dizer que eles não podem impor em nosso território aquilo em que acreditam, o seu estilo de vida, o seu modelo governativo, quem somos, se foi exactamente isso que nós nos achámos no direito de fazer com eles, se fomos nós que não achámos graça ao seu modo de vida e consideramos que giro giro era ir, abanar a casa, mostrar quão errados estão e bazar!?

Não acho que a terra seja de todos, não acho que o caminho seja este, não quero, não me sinto confiante nem confortável, apenas acho que nós nos pusemos a jeito e não medimos as consequências... fomos estrategicamente imperfeitos!

Lições grandes dos pequeninos


Tiana, com apenas 6 anos de idade, dá uma lição a muitos adultos. Ela pede aos pais, divorciados, e ao mundo, que se aproximem, que tenham uma boa relação e sejam felizes.

A mãe ficou impactada com a maturidade do discurso da filha e decidiu publicar o vídeo no seu Facebook.

Uma querida, vejam!

 

Dear Julia Kozerski


Já que estamos numa de Peso Pesado, mostro hoje umas imagens que retratam o corpo como ele fica depois de uma perda abrupta de peso.




Julia Kozerski quis mostrar ao mundo a parte complicada, perversa e difícil da enorme perda de peso a que se submeteu.

Para isso, e com a ajuda de um fotógrafo, ela retratou-se tal e como está. Umas imagens que são duras, cruas, mas que são a fiel imagem das 'cicatrizes' que ficam marcadas depois de dar a volta por cima, e que estão agora compiladas no seu projecto HALF.



Com 72kg menos, já longe dos seus 175kg, Julia luta agora com as estrias e a flacidez, o que supos um novo começo, o da aceitação, e foi assim e com as suas imagens, que ela deu a volta ao mundo e conseguiu juntar a si aquelas pessoas que se viram retratadas e agradecidas pela sinceridade com que Julia deu forma ao que tantos também sentem... o longo mas seguro caminho da aceitação.


A meu ver tem todo o mérito, não só pela sua determinação em mudar de alimentação e hábitos de vida, fazendo exercício e lutando por superar-se a si própria, mas também por dar a cara pela sua imagem, pelo seu corpo e pela coragem de dar passos para aprender a gostar-se aceitando que todos temos o nosso quê.

Vejam as imagens dela aqui

Destino de Fds


Voltando atrás no tempo, relembro o quanto eu invejava a sorte de quem tinha para onde ir aos fins-de-semana.

Saiamos das aulas, deixávamos a Universidade para trás e começávamos os nossos dois religiosos dias de descanso, e corriam, os meus colegas corriam para a estação de comboios, para a terminal dos autocarros, para a bomba da gasolina encher o depósito, eles corriam nem que tivessem de ir a correr até as suas casas, pois não eram de Lisboa, eles tinham uma outra casa para onde ir, para onde voltar, para esquecer a semana e voltar ao conforto do lar, da família.


A minha casa sempre foi...a casa, onde estudei, onde descansei, onde regressei a cada dia depois das aulas, sem ter uma terrinha perdida no mundo onde me refugiar.

Adoro ser de Lisboa, na verdade dava-me menos trabalho que a tantos colegas que partiam e voltavam depois de horas a fio em transportes, eu era de cá, mas ser de cá às vezes cansa...
...Ser de cá às vezes é muito mais do mesmo, não há direito a break, não há direito a fingir que as coisas menos boas da semana não existiram, pois elas estão logo ali, ser de cá é não contar os dias e as horas até o fim da semana, até ao momento em que voltas a casa e vais ver os avós, os pais, os primos, voltas a dormir na tua cama, a comer os teus petiscos caseiros, a ver os amigos de sempre, o senhor do café que te conhece o gosto, e esses mimos que se os tivesse todos os dias eram mais do mesmo, mas que quando são prometidos como presente do fim da semana, devem saber pela vida.

Ir- É  bom poder ir, saber que há onde ir quando não apetece ficar!

domingo, 20 de setembro de 2015

Bendito Peso Pesado


Não sabia que o programa tinha recomeçado, que vinha ai uma nova edição.


Não sabia mas fiquei muito contente. Acho que este é um dos melhores programas da televisão portuguesa, aquilo que faz por estas pessoas não tem preço.

A confiança, auto-estima, saúde, liberdade, flexibilidade, alegria, independência, futuro, tudo aquilo que oferece a quem pelo programa passa é comovente.

Nunca pensei que ficaria com os olhos brilhantes a ver um concurso de televisão, mas fiquei. Fiquei há uns 3 anos (me parece) quando vi uma série de jovens a dar tudo para serem livres, livres daquilo que os levou a ficar longe do que merecem ser. Choram de alegria e dou por mim a chorar com eles!
Acho lindo o esforço e a determinação de todos, a emoção nas suas vozes e o brilho nos olhos a cada pesagem.

Se há programa que merece estar no ar, repetir-se e tripetir-se é este. Devia ter todos os apoios do mundo para bem do...mundo. Arranjem-se, peçam subsídios ao Pingo Doce, ao Continente, à UE, ao Obama, à Miss Mundo, a quem quiserem, mas não desapareçam. Vocês fazem a verdadeira diferença!! :)

sábado, 19 de setembro de 2015

os KilóMetros que eu andei


Enquanto estudava não tinha carro, andava de metro e autocarro para ir às aulas, e quando o programa nos levava para outras paragens que não as paredes da Universidade, recorria a boleias, boleias e mais boleias dos meus colegas, a que muito agradeço os desvios feitos para me pegar e deixar sã e salva em casa.

Agradecida por todos esses serviços de estafeta, que não se contam às centenas mas que fizeram uma grande diferença no meu conforto e mobilidade, decidi que um dia em tendo carro ajudaria toda a gente que mo pedisse, não deixaria ninguém em terra por falta de meios para se deslocar, iria, viria, desviaria mil vezes o meu caminho para casa para facilitar a vida a quem precisa. Eu sabia e sei o que custava estar carregada de livros, de sabrinas encharcadas à espera do 68, do 31, do 59, do 42 ou do 24, eu sabia o que era passar esse friozinho, ou esse insuportável calor, ter pressa, estar cansado, adormecer sem saber onde estou, acordar sobressaltadas a ver se já passou, deixar cair apontamentos por falta de mãos para abraçar tudo o que carrego e ainda fazer malabarismos para encontrar o passe e picá-lo religiosamente, eu sabia e sei o que é deixar de ir, não alinhar, porque só de pensar em apanhar o bus ou descer até ao metro me dava vertígens, ficar na caminha soava bem melhor...

E assim foi, licenciei-me e ajudaram-me, mestrei-me e ajudei. O ser humano é bom, é bom enquanto é novo, jovem, livre, sonhador, crente, feliz, despreocupado, acelerado, esperançado e futurista.

Esse ser humano que um dia cresce, entra no mundo do trabalho, no dia de amanhã para esquecer o de hoje, e nesse dia esquece o generoso que foi, o generoso que foram com ele, conta os pingos de gasolina, faz contas à vida, esquece a loucura de ficar sem combustível e empurrar o carro, as gargalhadas dadas, a amizade reforçada, o desespero e cansaço dentro da felicidade de estar vivo...

E toda esta melancolia do muito que se era metido num pequeno exemplo básico, o de deixar de saber o que é "dar boleia", o saber que um amigo não vai a uma festa, a um jantar, a um colóquio ou à merda, porque não tem como, e tu olhas para o lado, assobias e...e...não se fala mais disso que amanhã às 8h tenho de estar levantado para trabalhar (como o tinhas de estar para estudar) e a gasosa está cara e o dinheiro não estica (tal como não esticava a mesada) e faz-se tarde (como se faziam as directas de estudo com exame no dia a seguir) e o desvio não me dá jeito (como não dava antes, mas faziamos e faziamos por fazer) e é assim que os anos passam, as pessoas azedam, desligam, apagam, ficam baças, transparentes, invisíveis, porque não se dão, não se deixam ver, não sabem amar os amigos, não sabem respeitar o jovem que foram, o melhor de si, substituem tudo por caras largas, como se para ser doutor fizesse falta fazer caras sérias, como se o seu fingido estatuto dependesse das negas que dão em vez do muito que se dão ao mundo.

Pobre sociedade esta onde os jovens morrem para dar lugar a múmias infelizes, pobres, vazias, convencidas de que são nada sendo e desligadas do muito que poderiam ser se voltassem a acreditar que é bom estar vivo, que é bom estar cá, com os que cá estão!


"O menino que fui chora na estrada...." 
(a bom entendedor...)

Legados


O que a idade nos ensina, devemos nós transmitir a quem se segue!

sábado, 12 de setembro de 2015

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Zero Refugees...


Um tema muito polémico e com verdades muito relativas... mas aqui fica um incentivo para quem tudo tem, menos espaço para os acolher...

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

A bom avaliador, poucas provas bastam!!


Um quadro do IKEA. Uma galeria de arte. Peritos na matéria e....

A lifeHunters pôs uma tela do IKEA num museu na Holanda e os especialistas avaliaram a tela de apenas 10€ em milhões de Euros.



Isto diz muito sobre quem vende, quem compra e, sobretudo, diz muito sobre quem avalia.

Não são o par do ano


A miúda está óptima, até se compôs. tem umas belas maminhas no lugar certo e não, não precisa de pôr soutien! Sorte a dela.

Acho compreensível que o Mourinho tenha orgulho em como a filha se transformou, em como cresceu e se tornou diva. Normal que ele a queira mostrar e que vejam o bem apurada que a rapariga ficou.

Tal vez até seja objectivo dos progenitores ter em casa uma mini Kardashian, Ok.


A família Mourinho fez um esforço por sair de Setúbal e internacionalizar-se a todos os níveis, soube pôr os filhos nos melhores colégios, frequentar a vida artística e cultural das cidades por onde passaram, souberam que era necessário nivelar-se por cima, e isso tem mérito.

Mas não é tudo, falta um quê de polimento, de saber fazer e estar.

Mas a meu ver, por bombástica que a menina possa ser, alguém devia ter dito não à Matilde, mas a esta família, que uma rapariga de 18 anos não tem de se vestir assim para sair, embora a sua figura aguente isto e mais, mas que pode fazê-lo, obvio, apenas não é adequado para se apresentar como acompanhante oficial do pai numa entrega de prémios de uma afamada revista. Não lhes fica bem, não são o par do ano, são pai e filha e a posta em cena foi excessiva e desmedida.

Tal vez possa repetir  modelito para sair com os amigos, fica mais em consonância.

O Suga ranhos


JÁ SE INVENTA TUDO

Meu bem, por mais que te ame, os teus moncos não são os meus, prometo não snifá-los nem absorvê-los via palhinha diabólica.


Ou tudo pirou, ou eu é que sou uma ignorante insensata que não dou o devido valor ao nariz-frida dos Suecos! 

Até ficaria memorável "filho, salvei-te a vida quando estavas entupido até ao cérebro e eu sniffei o teu ranho" "Cuspi tudo, não te preocupes que não o engoli nem lhe fiz a digestão" 

Pois, é lindo, mas não me parece que vá ser por ai... Loool :p

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

BarbieLand


** Eu amo as Barbies **
Amo, amo e não me lembro de alguma vez não ter amado!

As Barbies e tudo o que as compunha, o carro, a casa, a loja, o bar, com filho, sem filho, solteira ou casada, branca ou preta, de braço esticado ou a dar cotoveladas, a dobrar pernas ou firme e estática, ela tinha mil e uma variantes, e eu acho que as tive todas!

Foram o meu imaginário durante anos, penso que o de muitas de nós, nas brincadeiras criávamos para elas aquilo que um dia poderia ver a ser a nossa vida. Em casa brinquei muito e até tarde. Foi maravilhoso, era o meu mundo, no mundo delas! GENIAL :)

O que eu não tinha reparado ainda, era a evolução e as também mil e uma feições e estilos que ela tinha adoptado com o tempo, adaptando-se à estética e crescendo connosco. Faz sentido, apenas não as comecei a brincar com elas em 1959!


Não é tão bonita? tão perfeita, tão produzida, tão snobe, tão natural, tão artificial, tão básica e tão polifacética? Quem pode não adorar a barbie? E ainda se molda ao que os tempos pedem da beleza feminina...e até têm brincos!!!

Quem não se apaixonou pela Doce Barbie de 1967? Pela Surfer de 71, a versão natural de 76, a fresca e luzidia de 77, e ainda a feliz e sorridente de 78? Quem não adorou a Santa e Inocente de 85, a arrasadora-funk de 88, a franjas dos 90, a mega pirosa de 92 ou a Xuxa kids de 95? Quem não amou a sofisticada em 98, a diva de 2002, ou a intelectual de 2010? Quem não quer ser a linda Barbie de 2014?

Onde andarão as minhas bonecas!
Gostava de ter a idade que se diz certa para as tirar do armário e voltar a brincar a ser elas! Isso é que era vida :D

sábado, 5 de setembro de 2015

E irem dar uma volta das verdadeiras?


Há dois tipos de pessoas nesta nova vida cibernética que me fascinam:

1. As que contam até os puns que dão:

"fim de tarde de sonho"
"filhota doentinha e marido com unha encravada"
"a caminho da Toscana"
"Hmmm nada bate um Santini"
"zangada, quanto mais conheço os homens mais amo os animais"
"Pôr do sol incrível em Bali" #nofilter
"que nervos, desejem-me sorte" Para quê? nunca saberás...hahaha
"Casaquinho lindo para o meu reguila"
"Jantar suculento, um bife de dois andares só para mim"

2. E aquelas que estão, estiveram ou vão estar na mesma situação ou no mesmo sitio do que tu:

"Ai, vais adorar, amei estar na Toscana repito todos os anos"
"Tens de jantar no Simpetri, tem o melhor camarão do mundooo" (alguém te pediu dicas?)
"Ainda na semana passada o F e eu estivemos a ver esse pôr do sol em Bali" (Ya..está-se mesmo a ver q sim)
"Sou viciada em Santini, foi o meu lanche de hoje, tens de provar o de abóbora e chinfrim"
"Unha encravada? Experimenta pôr de molho em vinagre"
"Como te percebo, tb estou nervosa, desejem-me sorte a dobrar"
"esse casaquinho é top, o meu filho tem em todas as cores"
"Estás a jantar o mesmo do que eu, compraste no Gourmet? mas pela foto parece que lhe falta sal!  - ?? WTF?

E merda? O pessoal nunca pensou publicar que devíamos era todos ir à merda?

Que falta de paciência, eu já não sei se são piores os posts intragáveis a modo de diário da Bridget Jones, ou as deprimente-respostas que o desesperado clube social do Cibermundo dá.

Já todos foram, já todos tiveram, todos sabem, mesmo sem ter um tusto nem ter saído da Bobadela. Não há pachorra! É uma sede de dizer que se tem, que também se pode, que não se é menos, que também temos histórias para contar, que já cansa, que roça o ridículo, que já ninguém acredita, e para além de tudo isso, é uma corrente crescente e persistente que eu não percebo e que, na verdade, me dá uma certa vergonha alheia!

O Mandela à portuguesa


OPORTUNO

A exactamente um mês das eleições legislativas Sócrates sai da prisão, sem pulseira electrónica, sem fiança e sem vergonha política.

A separação de poderes assusta-me por mostrar-se não existir. 

Se tivesse sido libertado no primeiro aniversário da sua detenção, em Novembro próximo, o PSD (em ganhando estas eleições) seria apelidado de ter mandado prender para fazer campanha e apenas libertar depois da victória. 
Assim...liberta a semanas da sentença final, estrategicamente (im)perfeito e a tempo de perturbar a campanha do PS, já por si pobre e esganiçada. O dia de ontem mascara o PSD de agente imparcial...

E o outro protagonista, o que devia ser o principal, vestiu o seu papel de mártir político.
Sócrates sai da prisão vestido à Mandela, preso político do submundo, mal lavado e vestido - e ainda travaram eles a entrada de presentes na cadeia de Évora, pobre homem, a final nem uma camisinha de jeito recebeu nestes 288 dias.


Homem de espírito forte onde os haja. Imbatível, incansável. Admiro-o sem o admirar, pois há que ser maquivelicamente ágil para se sujeitar a toda esta pressão, mediatização e humilhação pública, dando-lhe corda, fomentando-a, pondo em causa a sua estimada e estudada imagem (quem não recorda o "é melhor apanhares-me do perfil esquerdo") tudo isto para seguir com a sua teoria da conspiração, para sustentar a sua defesa, para virar herói nacional. Se o vai conseguir ou não, não sei, não acho....não acredito, mas tem todo o mérito descarado por ter tentado.

E esta é a nossa realidade, a nossa política à portuguesa.