A História de Rachel Dolezal não deixa de surpreender-me.
Branca, filha de pais brancos, com origens alemãs, suecas e checas, esta americana criou toda uma história à sua volta para fazer crer aos que a rodeiam que ela é uma afro-americana, ou, como prefere ser chamada, uma negra.
Desde ter vivido numa cabana, ter caçado com arco e flecha para se alimentar, ser filha de um casal multirracial, ter vivido na África do Sul e finalmente ter sido vítima de abusos por parte do padrasto que a chicoteava, a protagonista desta história foi uma aventureira no que à invenção de mentiras se trata.
Os pais, cansados de ver a filha a fazer crescer esta mentira, decidiram mostrar as fotografias de Rachel antes e depois daquilo que se poderia considerar o seu surto. Loira e de olhos azuis, está longe da imagem que hoje apresenta.
Explicam os pais que tinha Rachel 15 anos quando eles adoptaram 3 crianças afro-americanas e 1 do Haiti. Desde esse momento a filha biológica ficou tão ligada aos irmãos que decidiu ser mãe adoptiva de um deles e começar a defender os direitos dos negros. Para o efeito escureceu a pele e fez tranças, subiu de posto dentro de associações de defesa dos "seus iguais" e ganhou bolsas de estudo em instituições dirigidas fundamentalmente a afro-descendentes.
Depois de se ter desligado da família e de ter pedido para não a impedirem de seguir este seu caminho, Rachel vê agora os pais a regressar à sua vida para destaparem o que eles acham ser uma grande mentira que ao invés de ajudar, só está a fomentar o racismo.
Rachel foi demitida das suas funções, mas o presidente regional da NAACP defende que "As pessoas têm o direito de se identificar com o que são e com quem querem ser".
Por estranha que me pareça esta história, por ridículo que me pareça que uma pessoa se tenha de fazer passar por negra para defender os direitos dos afro-descendentes, por vazio que ache que um branco não o pode fazer também, e por perturbador que seja que alguém deixe de ser quem é para defender o que gostaria de ser, devo dizer que piores coisas já se viram.
Pode ser que o caso de Rachel seja menos comum, que a muitos tenha apanhado por surpresa sobretudo pela mentira criada em torno a ela e ao seu passado, mas que se não fosse essa base mal amanhada que Rachel quis inventar, bem me pareceria que ela quisesse ser negra, chinesa ou o que lhe apetecesse.
Se há quem queira mudar de sexo, porque não pode haver alguém que não se sinta bem nos ideais e dogmas da sua raça.
Tudo na vida se resolvesse com uma sessão de bronze...


Sem comentários:
Enviar um comentário