terça-feira, 9 de junho de 2015

A agonia do altar


E passamos da leva de casas-debanho para as dos casamentos, uns mais pacíficos do que outros, uns mais ansiados e outros mais forçados.

E porque, como referi, não todas as mulheres desejam chegar ao altar, há também as que se torcem pelo caminho, e não pelas melhores razões.


Esta miúda de 14 anos luta contra os casamentos forçados no Paquistão, país onde, como sabem, os casamentos arranjados entre famílias são uma realidade, e onde as miúdas, em não querendo cumprir a sua sina, sofrem represálias brutais (na melhor das hipóteses) sendo, muitas vezes, levadas à morte a mãos dos seus.

Tudo pela honra desonrada da família.

Aqui fica o vídeo onde podemos ficar a conhecer melhor o trabalho que esta jovem faz na sua comunidade.
 

E esta atroz e arcaica realidade não está tão longe de nós. Há dias dizia a minha irmã que uma paciente dela, com 3 filhas, foi ao Paquistão e voltou sem uma delas (a mais velha) porque por lá tinha adoecido e falecido....Exacto.

'É tão longe, não somos activistas, o que poderia eu fazer? é uma cultura impenetrável, que diferença faz eu saber disto?' Faz toda a diferença, conhecer o mundo em que se vive faz toda a diferença, desde os paraísos naturais, às festas tradicionais, às loucuras e fanatismos. Tudo isso é o nosso mundo, e acredito que há muitas viagens a serem feitas, tanto física como cultural e consciencialmente.

PS: Podem ver mais sobre as consequências sociais e económicas destes casamentos forçados com menores - aqui.
PPS: Um artigo que nos aproxima a casos reais no Bangladesh - aqui.

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