Não falei aqui da crise dos refugiados, mas muito temos falado sobre ela.
Hoje a Hungria deu poderes às suas forças de segurança pública para atirarem aos refugiados em caso de necessidade. De necessidade...
Foram criadas muros, arame farpado que ameaça quem tenta atravessar fronteiras em busca da terra estável, do futuro.
Disse o PM Húngaro que esta "invasão" de refugiados punham em perigo a estabilidade de cada um dos países da Europa, e a estabilidade da própria União, pois traziam ideias muitos diferentes das nossas e poderiam impô-las.
Curioso, onde é que eu já ouvi isto?
Ah sim, os EUA e a Europa, que em nome daquilo que eles acreditam ser certo, em nome da sua imposta democracia pelo mundo fora, invadiram países militarmente, inventaram desculpas de segurança mundial para o fazerem, derrubaram governos ditatoriais, armaram guerrilhas revolucionárias, mataram civis, destruíram governos, desmantelaram países, pilharam as suas riquezas, desestruturaram toda possibilidade de futuro para os seus povos, sumiram os países em intermináveis guerra civis, não conseguiram nada e agora as pessoas fogem, têm medo, não querem morrer e fogem - não para o Estados Unidos, que o barquinho não se aguenta até lá, fogem para o continente mais próximo, o Europeu, e nós, que lá entramos, não os queremos.
Temo esta avalanche, acho que se não houver um travão este é o fim anunciado da União Europeia e pior, da Europa. Vejo nisto um esquema de subversão meditada, estrategicamente pensada, os muçulmanos ganham terreno, a nossa cultura submerge, os americanos observam enquanto a nossa economia se afunda. Nada é por acaso.
Mas se assim for, recuemos no tempo. Quem somos nós para dizer que eles não podem impor em nosso território aquilo em que acreditam, o seu estilo de vida, o seu modelo governativo, quem somos, se foi exactamente isso que nós nos achámos no direito de fazer com eles, se fomos nós que não achámos graça ao seu modo de vida e consideramos que giro giro era ir, abanar a casa, mostrar quão errados estão e bazar!?
Não acho que a terra seja de todos, não acho que o caminho seja este, não quero, não me sinto confiante nem confortável, apenas acho que nós nos pusemos a jeito e não medimos as consequências... fomos estrategicamente imperfeitos!



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