sábado, 7 de novembro de 2015

Rumo ao Palacete da Av. do Brasil


Estava sentada num café, ao meu lado uma mesa vazia com uma cadeira apenas.

Chega uma senhora já bem grávida, com a mãe e a filha de uns 4 anos. Aproximam-se da mesa, sentam "a princesa" (termo que já não consigo ouvir. O nosso país passou do despetivo 'moço' ao piroso e lamechas 'príncipe' tão cedo a moda o permitiu) enquanto ela se lambuçava com um bolo qualquer e as duas senhoras, carregadas de mochilas casacos e afins, para além de uma velha e outra grávida, observaram de pé o mastigar calmo da criatura.

O que é que foi aquilo? É assim que é suposto ser? Os jovens e enérgicos miúdos pousam o cú enquanto os cansados e vividos adultos cumprem penitência por "amá-los", de pé?

Se é, então eu não quero.

E não concordo. Amochar em silêncio e dar tudo de bandeja a quem  se está a educar para a vida não me soa a amor, nem formação, nem respeito, próprio ou alheio.

Algo estava errado, e se me virem a repetir modelos....internem-me no palacete da Av. do Brasil, será merecido!

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